Funidelia

A mais completa colecção de fatos relacionados com Star Wars em www.funidelia.pt

A Clone TV nas XIII JORNADAS Y EXPOSICIÓN HOLORED ESTELAR SEVILLA (2016)

A Clone TV voltou à cidade de Sevilha, no passado dia 15 de Outubro de 2016, para mais uma visita às Jornadas y Exposición HoloRed Estelar Sevilla.

Entrevista a David M. Santana, um stormtrooper recrutado entre os "nuestros hermanos"

Com regresso marcado em Rogue One e por ocasião da sua visita a Sevilha para participar nas JEHES XIII, a Clone TV esteve à conversa com o actor para saber mais sobre a sua experiência nos estúdios Pinewood e a sua carreira.

Super Star Wars

Vê aqui os vídeos de gaming dedicados ao clássico Super Star Wars (SNES) jogados pelo Mário Cunha da Clone TV.

Rogue One: Uma História Star Wars

Consulta aqui as mais recentes notícias sobre o filme Rogue One: Uma História Star Wars que irá estrear no próximo dia 15 de Dezembro de 2016.

Mostrar mensagens com a etiqueta Entrevistas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Entrevistas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Entrevista a David M. Santana, um Stormtrooper recrutado de entre os "nuestros hermanos".

Puedes leer la versión en español de esta entrevista en


A história de David M. Santana poderia ser igual à de muitos outros que vão para Londres em busca de um sonho. Mas, felizmente, não é. Ao contrário de muitos, o sonho de David tornou-se realidade e o jovem actor vindo das Canárias tornou-se no primeiro espanhol a ser um stormtrooper em Star Wars com a sua participação no filme "O Despertar da Força". Com regresso marcado em Rogue One e por ocasião da sua visita a Sevilha para participar nas JEHES XIII, a Clone TV esteve à conversa com o actor para saber mais sobre a sua experiência nos estúdios Pinewood e a sua carreira. Leiam tudo, aqui:

Clone TV: Sabemos que vive em Londres desde 2013. Como é a experiência de viver ali?

David M. Santana: Mudei-me para Londres em Fevereiro de 2013, logo a seguir a terminar a minha carreira como tradutor e intérprete de inglês e alemão, nas Universidade de La Palmas de Gran Canaria. Vim para poder estudar arte dramática, a minha grande paixão.
Aqui é preciso trabalhar no duro para conseguir-se uma carreira como actor, principalmente se fores um actor estrangeiro. Ainda assim, esta é uma cidade repleta de oportunidades, desde que tenhas um bom domínio do inglês. Na minha opinião, Londres é a Hollywood da Europa.
Londres é uma cidade muito dura, a que nem toda a gente é, infelizmente, capaz de se adaptar. É muito cara, com arrendamentos desumanos. Além disso, eu, por ser das Ilhas Canárias, não consegui adaptar-me às suas temperaturas.

Clone TV: E como é que um jovem actor vindo das Canárias, Espanha, consegue um papel num filme tão importante como Star Wars: O Despertar da Força?

David M. Santana: Realmente, foi tudo fruto do acaso. Em Janeiro de 2014, enquanto trabalhava numa loja de música chamada HMV na Oxford Street, conheci uma cliente do Tenerife, Ilhas Canárias, a quem contei o meu sonho de vir a a ser actor. Por acaso, a ela, tinha sido abordada na rua pela responsável da agência POP, a Kate Mclaughlin, que lhe deu um dos seus cartões caso alguma vez ela decidisse envolver-se em alguma produção. Quis o destino que esse cartão chegasse às minhas mãos.

Comecei a trabalhar para a POP em Fevereiro de 2014 e em Março começo a receber emails onde me era perguntado se tinha alguma experiência com uso de armas de fogo, espadas, se praticava artes marciais e coisas do género. Obviamente respondi afirmativamente a todos os emails. Para esta produção seriam necessários uns quarenta dias de rodagem, pelo que não podia perder a oportunidade.
Quando me confirmaram que tinha ficado com o trabalho fiquei muito contente e mentia se não dissesse que algo no meu interior me dizia que este filme ia ser o próximo episódio de Star Wars.
Gostava de acrescentar que nunca, em momento algum, nos disseram que o filme era o sétimo episódio da saga. O título ao qual se fazia referência à produção era "AVCO".

Clone TV: Era já um fã de Star Wars, certo? Como foi quando se deu conta que era real e que estava ali a participar numa saga de cinema de que gosta tanto?

David M. Santana: Sou um fã de cinema desde que me lembro de ser eu graças ao meu avô materno, que me mostrou as maravilhas da sétima arte desde que eu era pequeno. Cresci rodeado de cartazes de cinema, filmes, bandas sonoras e muitos livros relacionados com o assunto. Além disso sou fã de Star Wars desde que tinha uns dois ou três anos, quando o meu primo me ofereceu as suas figuras vintage. Esse foi o verdadeiro momento em que conheci a Saga e pouco tempo depois vi os filmes.
Hoje em dia continuo a ser coleccionador de artigos relacionados com Saga e com uma infinidade de filmes que marcaram a minha vida como cinéfilo.

Recordo-me que não queria acreditar no que me diziam, não era possível que eu, um rapaz vindo de Tarifa Baja, Gran Canaria, tinha acabado a trabalhar no platô de um dos mais importantes filmes da história do cinema. Era um sonho tornado realidade, do qual espero nunca acordar.

David na estreia de O Despertar da Força | instagram davidmsantanactor

Clone TV: Que memórias tem do primeiro dia de trabalho?

David M. Santana: O nosso primeiro dia de filmagens em Pinewood, Uxbridge, em Londres, foi a 29 de Abril de 2014. Nesse dia estávamos no hanger do Super Star Destroyer todos equipados com as armaduras de stormtroopers. Ali estavam também pilotos de TIE, droids, estava a Capitã Phasma e muitos adereços. Imediatamente antes de começar com a primeira cena, o J.J. Abrams pegou num megafone e disse-nos: "Pessoal, que bonito que tudo fica tão reluzente, estão formidáveis com as armaduras. Bem-Vindos ao primeiro dia de filmagens de Star Wars: Episódio VII". Olhámos uns para os outros como se estivéssemos ganho a lotaria e começámos a aplaudir. Foi um momento inesquecível, como quase todos os que vivemos no set de filmagem.

Clone TV: Mas não foi tudo diversão e brincadeira, certo? Sabemos que a certa altura esteve a trabalhar lesionado. Como aconteceu isso?

David M. Santana: Enquanto filmávamos uma das nossas cenas em Jakku, um set que construíram ao ar livre em Pinewood, fui eleito para liderar um pequeno grupo de troopers que entraria pelo lado direito da cena. Era uma pequena inclinação com cerca de um metro de largura por onde tínhamos que passar um a um. Quando gritaram "Acção", eu tinha o meu blaster preso à  perna da armadura, coloquei o capacete como pude e comecei a correr, com tanto azar que tropecei num tubo de adereço e caí de boca. Fracturei o cotovelo direito, que, até ao presente, ainda não está completamente curado. Ainda assim continuei a trabalhar no filme, por decisão própria, e aguentei até ao último dia de rodagens, a 7 de Novembro de 2014. Tudo para poder continuar a trabalhar num filme da minha saga favorita. Acreditem, valeu a pena.

Clone TV: Sem ser esse incidente, como era o dia a dia no estúdio? Teve oportunidade de trabalhar directamente com o realizador J.J. Abrams?

David M. Santana: No set trabalhamos com a armadura uma média de 12 a 14 de horas por dia. Era um pouco incómoda e para realizar actividades quotidianas, como comer ou ir à casa de banho, era um pequeno pesadelo. Mas era algo que fazíamos com muito gosto, sentíamos-nos como os "escolhidos" por ter a confiança do estúdio para estar a trabalhar na produção do filme praticamente todos os dias 
Tive uma grane sorte pelo facto do J.J. Abrams, realizador de que me considero um grande fã graças a trabalhos como "Lost", "Super 8", "Fringe", "Star Trek", etc, ter-me dirigido, pessoalmente, por umas três ocasiões. Era uma pessoa muito amistosa e próxima.Um autêntico perfeccionista por quem tenho um enorme apreço.

David a matar saudades dos Shore Troopers | instagram davidmsantanactor

Clone TV: Já nos disse que é um fã de Star Wars. Alguma vez sentiu o impulso de ir falar com ele e dar-lhe alguma sugestão?

David M. Santana: No platô tinhas as minhas próprias suposições sobre o argumento do filme e pensava em que coisas poderiam ficar bem nesta maravilhosa história. Como grande fã da saga que sou, isto era algo inevitável. Eu não era nem o realizador nem o guionista do filme, por isso nunca dei a minha opinião às "cabeças pensantes" do filme, esse não era o meu trabalho e não creio que gostassem muito da ideia de que um stormtrooper lhes dissesse como deveriam fazer o seu filme. O resultado final a mim deixou-me bastante satisfeito, como fã da saga.

Clone TV: O filme foi marcado pelo regresso de algumas personagens clássicas da saga e sabemos que teve um par de encontros divertidos com Harrisson Ford. É verdade?

David M. Santana: Correcto. A primeira vez que o pude ver no set foi no dia do meu aniversário, no dia 18 de Setembro de 2014, em jeito de prenda de aniversário. Nesse dia só estávamos dois snowtroopers em todo o set. Não deu para falar com ele, mas uns dias mais tarde pude estender-lhe a mão e apresentar-me. Tudo aconteceu enquanto ródavamos as cenas do ataque da Primeira Ordem ao Castelo da Maz Kanata, no planeta Takodana. Quando o saudei disse-lhe que era para mim um prazer poder estar a trabalhar num filme da minha saga favorita. Sorriu-me e disse que ficava contente por isso.
Quando sai fui directo falar com os meus amigos e companheiros Aaron e Peter e disse-lhes que nunca mais voltava a lavar a mão depois daquilo. Outro sonho cumprido. Poder ter conhecido o actor que que interpreta uma das minhas personagens cinematográficas preferidas, Han Solo.

Clone TV: E sobre outros actores da trilogia original. Há alguma outra história divertida que nos queira contar?

David M. Santana: Pude partilhar cenas com Carrie Fisher, Anthony Daniels e Harrison Ford. Por azar as minhas filmagens nunca coincidiram com as do grande Mark Hamill, que pude conhecer em pessoa na estreia do filme Batman V. Superman, em Londres. Quando o cumprimentei disse-lhe que tinha trabalhado no filme, e nesse momento ele abraçou-me, tirou uma foto comigo e assinou a capa do meu DVD do "O Regresso de Jedi". Outro grande entre os maiores, o Sr. Hamill.

David e Mark Hamill | instagram davidmsantanactor

Clone TV: E em relação aos novos actores com quem teve oportunidade de trabalhar, na sua opinião, quem destacaria e porque motivos?

David M. Santana: Desfrutei muito de trabalhar com todos os novos actores da saga. Destacaria a simpatia e carisma de John Boyega, que me recomendou frequentar a academia "Identity School of Acting" onde o próprio se formou (actualmente é onde continuo a polir os meus dotes como actor). Estava sempre a rir e era muito profissional. Adam Driver é um actor de método e estava sempre no papel de Kylo Ren, com um semblante muito sério e concentrado. É um dos melhores actores americanos da actualidade, na minha opinião.

Pude ainda falar brevemente com Lupita N'yongo, Daisy Ridley e Juonas, o novo Chewbacca. Muito educados e acessíveis.

Clone TV: Uma vez concluídas as filmagens, como foi chegar a Dezembro e poder ver finalmente o filme completo no grande ecrã?

David M. Santana: Foi algo maravilhoso. Vi o filme no cinema umas sete vezes: fui com amigos, companheiros de filmagens, a minha família, a minha namorada, etc. E cada vez que o via tinha a mesma reacção: muita alegria e emoção. Sempre recordarei a reacção do público à cena dos "nope troopers", cena que rodei com o meu grande amigo Sandeep Mohan. Nessa cena o Kylo Ren está irritado porque a Rey conseguiu fugir e começa a destruir a maquinaria com o seu sabre de luz, ao mesmo tempo que grita pelos „guardas“. Em seguida aparecem dois troopers (o Sandeep e eu) pelo corredor, param e dão meia volta. As gargalhadas do público ficarão connosco para sempre.

Sem dúvida que o momento mais emotivo vivi-o quando vi o filme no cinema como a minha mãe e a minha namorada, assim como as vezes que o vi com a minha família. Eles, como eu, estão orgulhosos que tenha conseguido cumprir este meu sonho. 

Clone TV: Começou entretanto a fazer parte do circuito das convenções, não só em Espanha mas noutras partes da Europa. Ainda há alguns actores da saga original, e até mesmo do primeiro filme, a participar. Como é que é este encontro de gerações?

David M. Santana: Como fã ainda não consigo acreditar que estou a assinar autógrafos ao lado de pessoas como o falecido Kenny Baker, Peter Mayhew, Jeremy Bullock, Billy Dee Williams, Ray Park, etc.É algo que jamais podia ter imaginado, todos me tratam muito bem e eu não perco uma oportunidade de lhes perguntar sobre as suas experiências nos filmes. É assombrosa a quantidade de piadas que te podem contar. Obviamente nunca desperdiço a oportunidade de tirar uma fotografia com eles e pedir-lhes um autógrafo para a minha colecção.

A dar autógrafos | instagram davidmsantanaactor

Clone TV: Por falar em convenções, há planos para uma visita a Portugal?

David M. Santana: Adoraria poder visitar a Comic-Con Portugal, no Porto, em Dezembro e poder conhecer todos os fãs de Star Wars por aí. Nunca estive em Portugal, mas já há muito tempo que estou a querer ir aí, já que sempre ouvir muitas coisas maravilhosas sobre o país e as suas gentes. Oxalá nos possamos ver dentro de muito pouco tempo.

Clone TV: Falando do futuro, que projectos tem em mente e o que gostaria de fazer na área da representação?

David M. Santana: Como actor, devemos ser sempre ambiciosos e querer melhorar a cada dia. Estou a trabalhar no duro para poder conseguir mais e melhores papéis. Actualmente estou a ser representando internacionalmente pela mais prestigiada agência espanhola, a Ruth Franco, e estou seguro que em dentro em breve poderemos falar de muitos mais projectos.
Aqui, em Londres, já trabalhei em teatro, fiz curtas metragens, anúncios e séries web. Actualmente encontro-me nas filmagens de um curto filme promocional para o hotel Bohemia, na Gran Canaria, de onde sou, que será reproduzido internacionalmente, Tenho vários projectos em pré-produção, um thriller chamado "Deleted" e uma comédia, ainda sem título, que rodaremos também nas Ilhas Canárias. É bom podermos estar ocupados nesta linha de negócio, como podem ver.

Clone TV: Gostaria de deixar algumas palavras finais a todos os fãs de Star Wars que estão a ler esta entrevista e que sonhem um dia em vir a ser actores?

David M. Santana: Muito obrigado a todos pelo apoio e por esta entrevista. Espero que possamos ver-nos em breve para falar sobre as minhas experiências em set e nossa paixão por Star Wars, o cinema, séries de televisão, comics, música, coleccionismo, tudo. E podem seguir-me nas redes sociais para ver os meus próximos projectos:

Facebook: David M. Santana
Instagram: davidmsantanactor
Twiiter: davidmartelsant

MUITO OBRIGADO PORTUGAL.

_________

Puedes leer la versión en español de esta entrevista en

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Entrevista a Mário Bomba, um verdadeiro Jedi em processo de redescoberta!


A menos de vinte e quatro horas da estreia da série Star Wars Rebels na televisão por cabo portuguesa, através do Disney Channel e depois de termos já podido ver o especial Star Wars Rebels: Faísca de Rebelião, a Clone TV esteve à conversa com o actor que dá voz a uma das personagens que certamente mais fãs conquistará nesta série. Falamos, é claro, do “Jedi-Cowboy” Kanan que, na versão Portuguesa, tem a voz do actor e dobrador Mário Bomba. Este versátil actor não é estranho ao Universo Star Wars, já que além de um confesso fã da Saga, trabalhou também em Star Wars: The Clone Wars. No entanto, nesta nova fase - a Fase Disney - de Star Wars, o actor fará certamente parte da História ao dar voz a uma personagem que, surgindo agora pela primeira vez, tem ainda muito que dar aos fãs. Como podem ver, motivos mais que suficientes para estar à conversa com Mário Bomba.

----

Foto cedida pelo Kirane Project
Clone TV: Antes de iniciarmos a entrevista gostaríamos de agradecer ao Mário o facto de se ter disponibilizado para estar à conversa connosco. Se não se importa, antes de avançarmos, e porque nos disse antes que é um fã da Saga Star Wars, lembra-se de como foi o primeiro contacto do Mário com a Saga e que memória guarda desse momento?

Mário Bomba: Bem, lembro-me vagamente de ver o ep VI ainda no cinema com os meus pais. Os outros vi mais tarde. Adorei e não descansei enquanto não os tive em VHS.

Clone TV: Confidenciou-nos que apesar da maior ligação com os episódios IV a VI, sente-se estimulado pela “vertente política mais complexa presente nos episódios mais recentes”. Acha importante os filmes de ficção científica abordarem estas questões, sendo mais do que meros veículos de entretenimento?

Mário Bomba: A questão é mesmo essa, a ficção pode ser científica mas verosímil. Posso tentar transportar-me para aquele momento no tempo e acreditar nas possibilidades sócio-políticas daquela realidade. Quando bem feito, pode funcionar como previsão, uma aprendizagem real do que pode ser o futuro. E isso ultrapassa o mero entretenimento.

Clone TV: Indo agora ao motivo pelo qual convidámos o Mário para esta conversa: está a dar a voz ao Jedi Kanan na nova série de animação Star Wars Rebels. Sendo uma fã da Saga, pode-se dizer que este é um “sonho de menino” concretizado? Como surgiu a oportunidade?

Mário Bomba: É, de facto, uma grande alegria poder fazer parte deste elenco. O que traz mais responsabilidade para tentar fazer um excelente trabalho.

Clone TV: Em Portugal já tivemos oportunidade, graças ao “filme” Faísca de Rebelião, de ter acesso à série. As reacções têm sido unânimes e demonstram que os fãs de Star Wars não ficaram desiludidos, antes pelo contrário. A personagem do Mário é uma das personagens principais desta nova série e irá certamente marcar o Universo Star Wars. O que mais nos pode dizer sobre este “cowboy” Jedi como foi mesmo caracterizado pela produção da série?

Mário Bomba: De certa forma, sinto-o como uma espécie de Han Solo "renovado". Preocupado com os seus companheiros mais próximos e com os seus assuntos, mas com um forte sentido de justiça.

Clone TV: Lemos, ao prepararmos a entrevista, que o Mário tem Formação em Stage-Combat e Stage Sword Fighting. Acha que esta formação ajuda-o na hora de entrar na personagem de um Jedi quando tem que fazer cenas de lutas?

Mário Bomba: Ahah, não estava à espera dessa pergunta. O facto é que me fizeram recordar as aulas do mestre Eugénio Roque, com quem aprendi o pouco que sei de esgrima artística. Agora, sabres-laser ele não tinha...

Kanan, a personagem a quem Mário Bomba empresta a sua voz.

Clone TV: Star Wars Rebels, ainda antes de estrear nos EUA, já tinha uma segunda temporada confirmada pela Disney/Lucasfilm. Em Portugal sentimos que tem sido benéfica, no que à promoção diz respeito, esta ligação entre a Lucasfilm e a Disney pelo que assumimos que também em Portugal contaremos com a continuação da série. O ambiente que se vive nas gravações também reflecte este optimismo?

Mário Bomba: Até agora, tudo tem corrido bem. Não temos indicações em nenhum dos sentidos quanto à 2ª temporada.

Clone TV: Star Wars Rebels mostra um período da história de Star Wars que conhecíamos pouco: os acontecimentos entre o EP. III e o IV. O que se conhecia era no âmbito do Universo Expandido (livros, comics e videojogos) que deixou recentemente de ser considerado como canon (história oficial). O Mário já tinha algum contacto com este período em concreto ou também está a ser novidade para si?

Mário Bomba: Visto não ser utilizador dos jogos, não tenho um enorme conhecimento. Fora os episódios de cinema, entrei apenas em maior contacto com a saga Clone Wars na qual participei.

Clone TV: Ao olharmos para o passado do Mário vemos trabalhos em áreas como o teatro universitário, teatro profissional, Cinema, dobragem/locução/voz off, televisão e rádio. Em qual dos meios prefere trabalhar?

Mário Bomba: É tudo muito diferente umas coisas das outras. Confesso um fraquinho considerável pela comédia em geral e pelo cinema. Mas, por exemplo, agora estou em cena com um espectáculo de teatro para toda a família que me está a dar enorme prazer fazer, curiosamente também baseado em cartoons: O Popeye - O Marinheiro. Aproveito para convidar todos a ver, teatro Villaret, todos os fins‑de‑semana até 21 de Dezembro, sempre às 11h. Feita a publicidade!

Cartaz da peça Popeye.
Clone TV: Esta é uma peça virada para um público mais novo, mas, parece-nos, que isto não será novidade para o Mário, já habituado a trabalhar para um público infanto-juvenil. Trabalhar para este público é um desafio acrescido?

Mário Bomba: São registos algo diferentes. É um público muitas vezes mais interactivo do que o público de teatro tradicional. Mas permitam-me corrigir: esta é uma peça para toda a família, transversal a várias gerações. Ouviram mais falar no Popeye provavelmente os pais, o que os motiva a mostrar as personagens aos seus filhos.

Clone TV: Tem um vasto currículo na área da dobragem de séries e filmes de animação, tendo participado em séries com registos tão diferentes como Homem-Aranha, One Piece ou Shin-Chan, só a título de exemplo. Como se prepara para cada um destes trabalhos? Procura alguma inspiração nas versões originais ou constrói algo de raiz para cada uma das personagens?

Mário Bomba: Depende da série. Regra geral tendo a estudar os originais durante um tempinho. Em caso de séries de culto (One Piece, Naruto, etc.) há por vezes uma pesquisa mais aprofundada. Nomes, técnicas, termos a utilizar. Para não chocar as fan-bases de cada série.

Clone TV: Tem também uma ligação muito forte à comédia. Acompanhámos, a título de exemplo, a sua participação no Camada de Nervos, do Canal Q. Vimos também que tem formação – e que já a deu também – em comédia improv e escreve e apresenta textos para rádio, T.V. e stand-up com o seu “Sit-Down Comedy”. É legítimo dizer que a comédia é a área em que se sente mais à vontade?

Mário Bomba: Gosto muito. É, talvez, o que tenho mais estudado, pesquisado e trabalhado. No entanto por vezes sinto falta de fazer outras coisas. Outros tipos de trabalho. Gosto muito de poder fugir à rotina, embora necessite de períodos de adaptação. Mas a Comédia traz-me um brilho especial aos olhos, sim.

Clone TV: Antes de terminarmos, como o Mário já está a par, sairá em 2015 um novo filme da Saga Star Wars, cuja realização está a cargo de J.J. Abrams e que trará novas personagens, mas não esquecendo personagens tão emblemáticas como Luke Skywalker, Han Solo ou a Princesa Leia. Que expectativas tem em relação a este filme?

Mário Bomba: Estou muito curioso. Até porque foram buscar actores da nova geração e da antiga. Fiquei apreensivo com o acidente do Harrison Ford, mas já retomaram a produçao e parece estar a correr bem. Agora, não deixa de ser irónico o Han Solo lesionar-se na porta do Milenium Falcon.

Foto cedida pelo Kirane Project

Clone TV: Agradecemos uma vez mais a disponibilidade do Mário Bomba em estar à conversa connosco. Como tem vindo a ser hábito em todas as nossas entrevistas, deixamos aqui um espaço para que o Mário possa dizer o que lhe vai na alma, em jeito de “mensagem” aos nossos leitores.

Mário Bomba: Ajudem desse lado o audiovisual nacional. Dando atenção. O internacional vai sobrevivendo porque os espectadores vão assistindo globalmente ao que é produzido. Agora há coisas nacionais interessantes às quais não é dada a devida atenção. E assim, pouco estímulo é dado ao mercado. Há bons argumentos e ideias que não chegam a sair da gaveta.

---

Links de Interesse:

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Entrevista a Simon Wilkie, um "C-3PO" de corpo e alma.

FOR THE ENGLISH VERSION OF THIS INTERVIEW, PLEASE FOLLOW THIS
---



Quando pensamos em costuming de Star Wars, a ideia de fazer um fato completo do droid protocolar mais conhecido da galáxia – o C-3PO – poderá não ser a primeira a vir-nos à mente. Contudo, não foi assim com o jovem britânico Simon Wilkie que, após anos a participar em eventos e iniciativas com outros fatos, decidiu levar a cabo um empreendimento que ocupou não apenas alguns anos da sua vida, como também deixou a sua carteira bem mais leve – criar o melhor fato de C-3PO de sempre! E assim o conseguiu, tendo, por isso, ganho notoriedade entre a comunidade de fãs de Star Wars. De tal modo, que o Simon é já um dos nomes confirmados para a Fan Zone da Comic Com Portugal que irá acontecer em Dezembro de 2014, no Porto. Aproveitando o facto da sua vinda ao nosso país, decidimos que seria uma boa oportunidade para estar à conversa com ele:

Simon, com o seu fato completo.
Clone TV: Esta é uma questão que poderás já estar cansado de responder, mas para todos aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ler uma entrevista contigo, aqui vai: porquê um fato de C-3PO? Não é propriamente a escolha mais popular entre quem faz costuming de Star Wars.

Simon Wilkie: Sempre adorei a personagem do Threepio desde que era pequeno. Gosto especialmente da personalidade da personagem. Ele é o derradeiro “gajo porreiro”/herói no Universo Star Wars e aprendemos muito sobre o mundo através das situações com as quais ele se depara.

Clone TV: Julgamos que é impossível encontrar um fato de C-3PO, ou até mesmo um kit, simplesmente à espera de ser comprado, o que quer dizer que provavelmente tiveste que construir o teu fato do nada. Queres-nos contar um pouco sobre todo este processo?

Simon W.: Julgam mal. Há uns quantos produtores com kits disponíveis para comprar na Internet. A maior parte destes kits são criados para displays estáticos ou são, no mínimo, muito pouco precisos. Fazer o meu fato completo foi um processo que demorou quatro anos e que custou cerca de 5000 libras para terminar. Peguei em partes de vários kits e ora modifiquei-os, ora useis como um ponto de partida para começar a esculpir os meus próprios detalhes, usando a sua forma como base.

Clone TV: Este género de projecto não é algo em que pensemos a não ser que sejamos grandes fãs de Star Wars. Como e quando é que o Universo Star Wars se tornou parte da tua vida?

Simon W.: Tinha quatro anos quando a história do Luke Skywalker e dos seus sonhos por aventura tomaram conta da minha vida. É assim que eu vejo os filmes originais – como a história do Luke. Também me lembro distintamente de ver o Threepio a dizer as primeiras palavras em Star Wars e ficar maravilhado com a forma como algo tão sólido e de metal podia transmitir emoções. Este é um desafio em que me empenho por estar à altura durante as minhas próprias performances.

Uma outra perspectiva de Simon com o seu fato de C-3PO

Clone TV: Colaboras de forma próxima com a Fundação “Make-A-Wish UK”. Quando é que começaste a colaborar com a Fundação e como é que as pessoas podem ajudar-te a ajudar?

Simon W.: Sou um apoiante regional da Fundação Make-A-Wish UK aqui em Norfolf e tenho trabalhado com eles directamente a fazer costuming de Threepio por pouco mais de um ano. Tenho participado em várias campanhas de solidariedade durante cerca de oito anos com um vasto número de grupos. Nunca fico com nenhum dinheiro das minhas performances como Threepio em convenções, mas peço uma doação para fins solidários. Evidentemente também aceito doações do público se eles sentirem-se na disponibilidade para doar. Todas as doações são aceites através do site www.justgiving.com/c3po .


Clone TV: Alguma vez tiveste a oportunidade de conhecer o Anthony Daniels – o actor que deu vida ao C-3PO nos filmes Star Wars – pessoalmente? Como foi a experiência?

Simon W.: Tive o grande prazer de encontrar o Anthony umas quantas vezes e “dar vida” é certamente o termo correcto para descrever o sentimento que ele dá ao seu papel. Ele foi uma fonte de inspiração e extremamente prestativo para a minha performance como o nosso amigo dourado.

Na Tunisia, durante as filmagens do videoclip.
Clone TV: Integraste o video “Happy (We are from Tatooine)”, que tornou-se num incrível e viral sucesso entre os fãs de Star Wars e da música também. Como foi a experiência de fazer parte de um projecto assim?

Simon W.: O video “Happy” foi um bocado de um acaso feliz (se é que isso existe). Fui contactado por um grupo de Star Wars da Tunisia e questionado sobre se seria capaz de interpretar o Threepio nos locais onde a saga Star Wars foi originalmente filmada. Como podia recusar? Enquanto estava no set decidimos que seria engraçado fazer um pequeno vídeo musical. Com a ajuda de um muito talentoso editor, cindo dias depois estávamos com um vídeo no Youtube com mais de um milhão de visitas. Neste momento tem cerca de 2.5 milhões. Estar naqueles locais depois de todo o esforço que investi neste fato foi incrivelmente emocionante e cansativo. Valeu a pena cada segundo.

Na SWCE II em conversa com W. Davis.
Clone TV: Ganhaste o primeiro prémio num concurso de “costuming”, realizado durante a Star Wars Celebration Europe II. A condecoração tem-te ajudado a ter mais reconhecimento pelo teu trabalho?

Simon W.: A minha vitória na Celebration Europe foi uma história divertida por si mesmo. Entrei no concurso com o meu fato porque achei que seria bom ter mais droids a participar. Nem eu sabia que acabaria a ser julgado e a ganhar o primeiro prémio.

Mas acredito que esta distinção deu-me mais visibilidade para ajudar a promover o meu trabalho solidário. Quanto mais exposição, melhor!

Clone TV: És agora uma presença regular em eventos de Star Wars e em várias outras convenções. Qual é o feedback que costumas receber das pessoas quando te vêm nesse fato e como te sentes em relação a isso?

Simon W.: O Feedback é algo que vejo normalmente de dentro do fato. Varia entre a incredulidade total e a alegria completa. Os momentos que mais aprecio são quando pessoas de todas as idades encontram o Threepio. Quando a magia acontece e eles são transportados para as suas memórias de infância ou para um tempo quando Star Wars reinava no mundo. Como me sinto em relação a isso? É por isso que eu faço o que faço! Fazer “magia” é muito gratificante.

Clone TV: Vens à Comic Con Portugal, no Porto, em Dezembro próximo. Já alguma vez visitaste Portugal? O que esperas do nosso país?

Simon W.: Já visitei alguns países com o Threepio, mas esta será a minha primeira vez em Portugal. Tenho tido contacto com alguns fãs portugueses de Star Wars durante os anos e sempre os achei incrivelmente dedicados. Espero uma recepção quente no Dezembro frio.

Simon a brilhar no palco de uma Convenção Star Wars.

Clone TV: Antes de nos despedirmos, uma pergunta rápida: tens alguns planos para mais fatos ou vai ficar-te pelo de C-3PO no futuro?

Simon W.: O Threepio é uma personagem pela qual me apaixonei e que nunca me deixaria fazer outra coisa. Fazer esta personagem bem é um trabalho a tempo inteiro por si. Tenciono fazer apenas esta personagem e fazê-lo o melhor possível.

Clone TV: Gostarias de deixar alguma mensagem final aos nossos leitores em casa?

Simon W.: Por mais “brega” que possa parecer: Os vossos sonhos são alcançáveis, mas eles requerem grandes quantidades de esforço, na proporção da sua dimensão!

Obrigado ao Simon pelo tempo dispendido para responder às nossas questões. E fica o encontro marcado com ele para Dezembro, na Comic Con Portugal!

Links de Interesse:

Facebook: www.facebook.com/sw3po
Twitter: @sw3po
YouTube: www.youtube.com/sw3po
Just Giving: www.justgiving.com/c3po

---
FOR THE ENGLISH VERSION OF THIS INTERVIEW, PLEASE FOLLOW THIS

terça-feira, 15 de abril de 2014

Entrevista a Steve Sansweet, responsável pelo Rancho Obi-Wan


FOR THE ENGLISH VERSION OF THIS INTERVIEW, PLEASE FOLLOW THIS
---


Steve Sansweet fez da sua paixão por Star Wars uma segunda profissão, uma colecção grandiosa e um conjunto de amizades com fãs de Star wars espalhados por todo o mundo. Depois de ter escrito 16 livros sobre Star Wars, Steve é agora o Presidente e CEO do Rancho Obi-Wan, uma organização sem fins lucrativos que pretende educar e inspirar. Além de tudo isto, foi ainda um dos responsáveis pelo crescimento das Celebrations, eventos destinados a celebrar Star Wars, e é membro de vários grupos de fãs espalhados pelo mundo, com destaque para a Legião 501.

No ano passado, Steve Sansweet viu a sua colecção de Star Wars ser reconhecida pelo livro do Guiness, motivo pelo qual a Clone TV decidiu que era a altura indicada para estar à conversa com este vulto do mundo Star Wars mas que, no fim do dia, é apenas mais um grande fã como tantos de nós.

Clone TV: Antes de começarmos, aqui na Clone TV, gostaríamos de o congratular por ter tido a sua colecção pessoal reconhecida pelo Guinness em Setembro do ano passado. Podia contar-nos um pouco mais sobre o processo que levou a colecção a constar do livro de recordes e como se sentiu quando tudo foi oficializado?

Steve numa sessão fotográfica para o Guiness
Steve Sansweet: Obrigado. É sempre bom ter algum reconhecimento e publicidade para um museu não lucrativo, como o nosso. A nossa directora de publicidade, Consetta Parker, recebeu um e-mail em 2 de Julho de 2012, de um investigador do “Guiness World Records”, referindo basicamente que eles duvidavam do recorde que andavam a anunciar há mais de uma década – baseado em informações na Internet sobre o Rancho Obi-Wan. Pediam que respondêssemos de modo a iniciar conversações. Isso levou ao preenchimento de formulários, envio de histórias e fotos, basicamente responder a todas as questões deles. A ROW General Manager - Anne Neumann – que pensava que teria toda a colecção inventariada em seis meses quando primeiro cá chegou, há oito anos atrás, forneceu então a base de dados actualizada até à data. Depois, devido a regulamentos do Guiness, não pudemos dizer nada durante o período de um ano. 

Clone TV: Como os fãs sabem, o Steve é também o CEO do Rancho Obi-Wan, onde grande parte da sua colecção pode ser vista através de uma exposição especial que pode ser vista apenas sob marcação. Porque decidiu partilhar a sua colecção pessoal com os fãs de todo o mundo?

Steve leva a experiência do Obi-Wan Ranch a vários eventos.
Steve Sansweet: Eu próprio sou um fã de Star Wars e, durante os 15 anos em que trabalhei para a Lucasfilm., conheci vários milhares de fãs espalhados por todo o mundo. Para mim os fãs são uma das melhores coisas relacionadas com Star Wars. Mas eu não podia apenas permitir que estranhos aparecessem no Rancho Obi-Wan. Por isso tomámos a decisão de incorporar (a colecção) e tornar-nos numa organização sem fins lucrativos. O dinheiro que conseguimos angariar ajuda a pagar coisas como material necessário à manutenção do espaço, segurança, serviços profissionais e outras coisas parecidas que nos permitem fazer tours pelo menos duas vezes por semana.

Clone TV: No passado foi também o responsável pelo departamento de Relações com os Fãs na Lucasfilm Ld. Tendo tido uma relação tão próxima com os fãs de Star Wars ficou provavelmente a conhecer muitas pessoas com histórias de vida fantásticas. Há alguma em particular que tenha sido especial para si?

Steve Sansweet: Quase toda a gente que conheço tem uma história estupenda para contar. Mas há algumas incríveis de membros da Legião 501. Um membro, que estava há bastante tempo a fazer hemodiálise, iria morrer de falência renal a não ser que um dador compatível fosse encontrado. Um outro membro da Legião 501 – que nem conhecia o primeiro à altura – doou-lhe o seu rim e salvou a sua vida. E a mesma coisa aconteceu por uma segunda vez em menos de um ano! Mostra como Star Wars é uma força que nos une.

Clone TV: O Steve também é um autor, com livros publicados sobre Star Wars e guias de colecção para fãs de Star Wars. Sobre esta matéria, tem algum projecto novo que possa partilhar connosco ou, caso não tenha, há algum tema sobre o qual gostasse de vir a escrever no futuro?

Steve Sansweet: Já escrevi por esta altura 16 livros relacionados com Star Wars – enciclopédias, livros sobre o making of dos filmes e, claro, livros sobre os colecionáveis. Não estou neste momento a escrever nada, mas talvez um dia possa vir a escrever um livro sobre a fandom de Star Wars em si e o seu impacto.

Dois dos 16 livros sobre Star Wars escritos por Steve.

Clone TV: Sabemos de uma anterior entrevista que deu que o Steve já estava interessado em Star Wars ainda mesmo antes da estreia do Episódio IV, já que teve a oportunidade de ver algum do primeiro material promocional do filme enquanto trabalhava num jornal. Após todos estes anos, como se sente em relação à produção dos novos Episódios, agora sobre o comando da Disney?

Steve Sansweet: Penso que Star Wars está em muito boas mãos com a Kathleen Kennedy a produzir e o J.J. Abrams enquanto realizador. Estou ansioso por poder ir a um cinema no dia 15 de Dezembro de 2015 e ver que magia surgirá no ecrã!

Clone TV: Como também referiu numa entrevista anterior, a maioria da sua colecção foi, ao contrário do que os fãs poderão especular, adquirida com o seu próprio dinheiro, como se de qualquer outro fã se tratasse. Conseguir reunir uma colecção tão respeitável enquanto controla o saldo do seu cartão de crédito deve ter sido um exercício financeiro colossal. Poderia dar-nos algumas dicas sobre como conseguir equilibrar as nossas economias com a paixão pelo colecionismo?

Steve em 1990 na revista Lucasfilm Fan Club.
Steve Sansweet: É uma tarefa bastante difícil. Mas recordem-se que comecei a colecionar quando tudo ainda era novo nas estantes. Isso ajudou muito. Ainda assim, durante mais de 35 anos, tenho gasto a maior parte do meu rendimento disponível na minha colecção e no museu. O que sugiro aos colecionadores que façam é que se foquem apenas numa área e que comprem apenas aquilo de que gostam realmente. A família, uma casa, comida e outras necessidades da vida têm que vir sempre primeiro.

Clone TV: Gostaríamos de lhe agradecer pelo seu tempo e pela disponibilidade para colaborar no nosso projecto e responder a algumas das nossas perguntas. Esperamos poder um dia ver a sua colecção exibida em Portugal, talvez num evento futuro onde possa também estar presente.

Steve Sansweet: Adorava poder visitar Portugal! Espero realmente poder fazer isso um dia destes.


Links de Interesse:
Rancho Obi-Wan

---
FOR THE ENGLISH VERSION OF THIS INTERVIEW, PLEASE FOLLOW THIS
LINK

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Entrevista a Paulo Oliveira, o responsável pelo SWCP

Paulo Oliveira na festa de aniversário do SWCP
Se são portugueses ou moram em Portugal e são fãs de Star Wars, há grandes probabilidades que já tenham ouvido o nome de Paulo Oliveira. Afinal de contas, Paulo Oliveira é o rosto mais visível e o presidente do Star Wars Clube Portugal, o primeiro (e único, ao que sabemos) clube de Fãs de STAR WARS legalmente criado e registado em Portugal. Em mês de celebração do 6º aniversário deste Clube, a Clone TV decidiu que esta era a altura perfeita para procurar saber um pouco mais sobre o Paulo, mais acostumado certamente a fazer entrevistas do que a ser entrevistado, e sobre as actividades do Clube. Leiam a entrevista e fiquem a saber mais sobre o Paulo e sobre o Clube:

Clone TV: Olá Paulo. Antes de qualquer questão, gostaríamos de dar os parabéns, na pessoa do Paulo, ao SWCP por mais um aniversário. Parabéns também, pessoalmente ao Paulo, pela força de vontade com que sempre o vemos nos eventos e atividades do Clube. Contudo, para quem não o conhece, sem entrar em grandes detalhes, o que nos pode dizer sobre si?

Paulo Oliveira (P.O.): Em primeiro lugar quero agradecer à Clone TV esta oportunidade que servirá para divulgarmos o nosso clube aos fãs da saga Star Wars, especialmente em Portugal. Acerca de mim… bom, posso dizer que sou um fã do cinema fantástico e da ficção científica desde sempre, em que se englobam nesta vertente vários hobbies como o colecionismo, artesanato/ilustração e sobretudo o convívio com outros fãs e protagonistas desta temática.

Clone TV: E como e quando começou o seu fascínio pelo Universo Star Wars? Recorda-se do seu primeiro contacto com a Saga?

 P.O: O meu fascínio por Star Wars começou quando em 1977 (era ainda um menino!) me levou ao antigo cinema Condes em Lisboa para ver o primeiro filme da clássica trilogia - "Star Wars: Uma nova esperança". Fiquei desde logo fascinado com os efeitos especiais, música e personagens!

Logótipo do Star Wars Clube Portugal

Clone TV: O Paulo é neste momento o responsável pelo Star Wars Clube Portugal. O que nos pode dizer sobre o Clube e a sua História?

P.O: O clube foi fundado em 2007 por vários colecionadores e fãs de S.W., tendo nessa altura a denominação "Star Wars Clube Colecionadores de Portugal" (SWCCPT). Depois foi evoluindo e expandindo os seus horizontes com encontros entre os sócios, participações em eventos, etc. Após a desistência dos fundadores do clube, fiquei eu como responsável tendo começado a fazer passatempos e uma campanha de angariação de novos sócios assim como dar uma maior objetividade e imagem a nível internacional, onde temos uma grande visibilidade quer a nível de fãs e clubes como da própria LFL e outras entidades oficiais. Conseguimos desde então um aumento significativo de sócios (151 atualmente) e leitores do nosso blogue e um respeitável número de membros honorários que vão desde atores a ilustradores e fãs/colecionadores famosos no Universo S.W. Temos sido presença assídua em vários eventos, e organizamos também os nossos com exposições, workshops para crianças, concursos, etc.

Algumas das Actividades do Clube

Clone TV: E neste momento, que balanço faz da situação do Clube? Acha que reflecte a realidade dos fãs de Star Wars em Portugal no que a números diz respeito ou acha que há ainda espaço para expansão?

P.O: O balanço é positivo, mas esperamos e queremos sempre mais e melhor! Sabemos que há imensos fãs de S.W no nosso país mas que ou por acanhamento ou por desconhecimento, ainda não se revelaram como verdadeiros fãs. Há muitos deles que têm excelentes coleções e que nunca as mostraram publicamente, nem mesmo pela Internet. Essa é uma das vertentes que queremos melhorar, mostrando as coleções,  fan-art, trajes, etc feitos pelos fãs portugueses. Outro dos principais problemas é a acessibilidade pois temos muitos sócios e aficionados que vivem no Norte e no Algarve (e mesmo alguns no estrangeiro) que têm dificuldade em se deslocar aos eventos que organizamos, já que são na sua grande maioria efetuados na zona de Lisboa e arredores. Por uma questão de logística, ainda não fizemos nada nessas regiões do país, mas ainda não perdemos a esperança de vir a organizar algo nessas zonas caso tenhamos os respetivos patrocínios.

Clone TV: No futuro, o que podemos esperar do SWCP quanto a actividades? Já há alguma coisa planeada que nos possa revelar?

P.O. com um dos participantes do concurso
P.O: Ainda agora começou o ano, mas já organizámos três eventos: um concurso de trajes de Carnaval e uma exposição de colecionáveis que ainda está patente na Biblioteca Municipal do Barreiro até ao final de Fevereiro e a nossa anual festa de aniversário que desta vez contou com uma banda de rock alternativo e uma exposição inteiramente dedicada ao icónico Darth Vader. Futuramente… logo se verá. Não temos por enquanto nada agendado mas temos vindo a falar com diversas entidades e parcerias para organizarmos algumas coisas que não podemos revelar pois ainda não temos dados concretos. Ficámos um pouco frustrados por saber que já não serão exibidos os episódios II e III de Star Wars em 3D, pois estávamos a planear algo na estreia desses filmes.

Clone TV: Imaginamos que nem tudo são rosas quando se está à frente de um projeto como o SWCP. Quais são as maiores dificuldades que encontram no dia-a-dia da gestão do clube?

P.O: Sim claro, como em tudo na vida! As maiores dificuldades são principalmente a nível logístico: gostaríamos de ter um meio de transporte maior que pudesse levar todo o material que temos para alguns eventos, principalmente em exposições e claro, um maior apoio financeiro que nos ajudaria imenso a fazer mais coisas com mais facilidade. Há ainda a vertente humana em que muitos sócios pura e simplesmente se afiliam no clube, mas que não participam nas nossas atividades. É também muito difícil conciliar datas para termos o maior número de elementos possível a ajudar-nos já que alguns têm os seus empregos, outros estudam, etc.

Clone TV: Através do Clube o Paulo já teve certamente oportunidade de ter algumas experiências ou contactos que, de outra forma, seriam mais complicados. Há alguma ocasião em especial que gostasse de partilhar connosco?

P.O. com Anthony Daniels (C-P3O)
P.O: Sim, tem sido uma forma de poder contactar com celebridades ligadas à saga S.W, outras organizações como a nossa e aficionados e colecionadores de todo o Mundo. Já fazia isso antes do clube existir, mas agora tenho mais meios e credibilidade para tal. Tenho várias ocasiões em especial como as de ter conhecido pessoalmente alguns atores como o Anthony Daniels, Richard LeParmentier e Barry Summerford. Mas também gosto imenso de contactar com outros via Internet ou telefonicamente, especialmente os que tenho entrevistado.

Clone TV: Temos a impressão que, embora se comece a inverter esta tendência, Portugal é um país onde ser-se fã ou coleccionador de Star Wars ou de outras sagas de ficção é ainda encarado como uma coisa de “miúdo”. E isto revela-se, por exemplo, no investimento que há em Portugal por parte de marcas ou promotoras de eventos. Partilha desta opinião e acha que é algo que possamos alterar? Como?

P.O: De certo modo concordo, mas atualmente já há um grande número de colecionadores que são levados muito a sério, tendo sido inclusive entrevistados por vários meios de comunicação o que revela já haver um certo respeito e admiração por esse hobbie. No que respeita ao investimento em Portugal, é o país que temos, não é só sobre isto que não se investe mais cá até porque há ainda pouca procura e nesta altura com a crise que está instalada no nosso país ainda é mais difícil. É por isso que organizações como a nossa e a Clone TV têm um papel fundamental ao servirem de elo de ligação entre os fãs/colecionadores e as marcas e promotoras de eventos.

Clone TV: Como fã, mas também como presidente do SWCP, como encara todas as notícias que têm vindo ao de cima sobre Star Wars, com especial destaque para os novos filmes (a trilogia e os spinoffs) e a escolha de JJ Abrams para realizador?

Dois dos membros honorários do SWCP
P.O: Encaro com alguma expetativa e curiosidade. Foi ótimo a Disney ter tomado a iniciativa de relançar a saga S.W com mais filmes e acho que o J.J. Abrams é uma escolha acertada pois é um realizador conceituado. Enquanto não forem revelados mais pormenores acerca dos novos filmes, é um pouco prematuro tirar ilações quanto aos mesmos. Uma boa notícia é que pelo menos já sabemos que alguns dos atores da clássica trilogia estarão envolvidos, resta saber se o seu enquadramento com a idade atual que têm (já lá vão mais de 30 anos!) será o mais adequado em relação às histórias desses próximos filmes. É lógico que não podemos esperar que o Harrison Ford faça cenas de ação mais arriscadas mas é para isso que servem os duplos!

Clone TV: Para terminar, gostaríamos de agradecer a disponibilidade do Paulo e deixá-lo à vontade para deixar uma mensagem aos nossos leitores

P.O: Em nome do clube quero agradecer a todos os nossos associados, leitores e amigos pelo vosso apoio, pois sem ele nunca teríamos chegado até aqui e gostaria que colaborassem cada vez mais com as organizações ligadas à saga S.W como o SWCP e a Clone TV,para que com a entreajuda de todos nós possamos divulgar mais e melhor tudo o que esteja relacionado com a mais popular saga de ficção científica de todos os tempos.
Que a Força esteja convosco, sempre!

Se ficaram curiosos sobre o Star Wars Clube Portugal podem visitar o blogue deles, disponivel neste link, ou a sua página no Facebook. Façam-se sócios e aproveitem as inúmeras vantagens que isso traz, nomeadamente descontos em várias lojas que têm parcerias estabelecidas com o SWCP.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entrevista a Jacquie Cooper do grupo "UK Femtrooper Squad"

FOR THE ENGLISH VERSION OF THIS INTERVIEW, PLEASE FOLLOW THIS
LINK
---


Jacquie Cooper, a nossa entrevistada.

 A Clone TV está de volta com uma nova entrevista. Fomos uma vez mais ao Reino Unido para falar com a Jacquie, membro e fundadora de um clube de costuming muito especial: o UK Femtrooper Squad (UKFTS). O que tem de tão especial este grupo de costuming? É baseado numa espécie de dimensão paralela daquela onde se passa a Guerra das Estrelas, com algumas diferenças da realidade que todos conhecemos dos filmes. Querem saber mais? Leiam a entrevista e fiquem a saber tudo sobre o assunto.



Clone TV: Olá Jacquie. Antes de mais, obrigado pela vossa disponibilidade. Comecemos pelo inicio: o que é o UK Femtrooper Squad e como é que tudo começou?

Jacquie: O grupo “UK Femtrooper Squad” é um grupo de “costuming” organizado e composto por mulheres ligadas a essa actividade. Tudo começou numa pequena convenção local em que o meu filho tinha a sua própria “armadura” de Stormtrooper, mas ficou aborrecido de ir sozinho. Perguntei-lhe se queria que eu o acompanhasse e ele ficou bastante entusiasmado com a ideia. Então, umas semanas depois, a caixa da “Fem Armour” (Armadura para Mulheres) chegou à minha porta. Apaixonei-me naquele mesmo momento pela ideia de ser uma mulher Stormtrooper.

Parte do UKFTS
Clone TV: O grupo conta com quantos membros nas suas fileiras neste momento? E são todas mulheres?

Jacquie: De momento temos sete elementos femininos: 5 Femtroopers, 1 Oficial e uma Princesa Leia. Também temos membros masculinos que são normalmente maridos, namorados ou conhecidos nossos. Também têm fatos e por vezes participam activamente nos eventos connosco, mas actuam sobretudo como nossa equipa de apoio ou “spotters”.

Clone TV: Presumimos que as vossas armaduras e fatos tenham que ser feitos à medida já que são baseados no conceito de um universo paralelo ao de Star Wars. Como é normalmente o processo de construção das armaduras e quão iguais ao que vemos nos filmes têm que ser?

Jacquie: A nossa armadura é bastante única por duas razões: primeiro porque a secção do busto foi feita pelos talentosos criadores de props para filmes – RS PROPMASTERS – que, como muitos de vocês saberão, têm um set original da armadura usada no filme Uma Nova Esperança. Sem ser a secção do busto, a nossa armadura vem directamente dos moldes da RS PROPMASTERS pelo que a Armadura FemTrooper vem de um molde de primeira geração de um original utilizado no filme para a armadura de Stormtrooper. A nossa armadura é muito especial.

Jacquie nos HQ da RS PROPMASTERS

Clone TV: Lemos na vossa página do Facebook que o Femtrooper Squad está a tornar-se global. Neste momento, em que países está o grupo representado e quais as vossas expectativas em relação a expandirem-se para outros países?

Jacquie: Sim, esperamos tornar-nos internacionais, conquistar o mundo pedaço a pedaço. (risos) Temos tido contactos para juntarem-se ao UKFTS de todas as partes do mundo: Estados Unidos da América, Alemanha e recentemente Austrália. Um membro da Legião 501 dos Estados Unidos ficou tão impressionada com a nossa “marca” e com a rapidez com que crescemos que nos abordou para constituir um grupo US Femtrooper Squad. Claro que ficámos encantadas com a ideia e estamos no momento a trabalhar em maneiras de fazer isso acontecer. Eventualmente adoraríamos ver Fem Squads espalhadas pelo mundo e ser vistas como algo mais do que apenas um “regalo para os olhos”.

Um banner com os logos do UK e US FTS.

Clone TV: Se alguém estiver a ler esta entrevista em Portugal ou até noutro país, para o efeito, como é que podem entrar em contacto com o Femtrooper Squad de modo a iniciar um núcleo local do grupo e quais são os requisitos?

Jacquie: Qualquer pessoa pode começar o seu próprio núcleo. Todos precisam de um ponto de partida e disso já tratámos ao estabelecer a “marca” e o logo. Os banners podem ser facilmente alterados para se adaptarem à realidade de outros países. O UKFTS já tem uma grande legião de seguidores por isso a parte mais difícil já está feita. Qualquer pessoa que queira criar o seu próprio Femtrooper Squad pode juntar-se a nós se assim quiser que nós ajudaremos com o Logo e o banner. Os principais requisitos são ser uma mulher e que o fato principal seja uma armadura Femtrooper.

Clone TV: Sabemos que o vosso grupo teve alguns problemas com algumas pessoas um pouco mais rudes, para sermos simpáticos. Acham que isto acontece porquê? As pessoas não estão prontas para um grupo de costuming composto exclusivamente por mulheres ou trata-se de um problema mais complexo?

Jacquie: Hmmm, sim. Mas 99% das reacções que temos nos eventos são muito positivas. Penso que existe um enorme potencial para todos os grupos femininos de Stormtroopers e há definitivamente espaço para nós. Não estamos aqui para destruir as ilusões das pessoas ou troçar do universo Star Wars. Queremos mostrar o lado mais suave e divertido do “costuming”. No princípio eu estava basicamente por minha conta como única Femtrooper oficial e não era levada a sério, mas desde que crescemos em número estamos lentamente a ser aceites e vistas como um bom acréscimo para os eventos.

A Femtroopers com um fã claramente satisfeito.
Clone TV: Sem contar com as tais experiências negativas, como tem sido o feedback das pessoas? Já estiveram, como disse, em algumas convenções enquanto grupo e é normalmente aí que a “verdadeira magia” realmente acontece por causa do contacto com as pessoas.

Jacquie: Nos Estados Unidos as FemTroopers já existem há algum tempo e têm uma grande aceitação. Contudo, nos Estados Unidos as Femtroopers nem sempre são para toda a família, sendo um pouco mais sensuais. O que as UK Fems estão a tentar fazer é ser o lado mais “soft” do “Costuming” e mais adequadas para toda a família. Uma criança pequena estará muitas vezes assustada com um Stormtrooper ou alguém como o Darth Maul. Uma Femtrooper de cara descoberta e amigável pode aproximar-se da criança, falar com ela e apresentá-la ao Stormtrooper ou ao Darth Maul e terá sucesso quando o fizer. Quando isto acontece e a criança fica feliz isso afasta quaisquer vibrações negativas que desejem. A reacção que temos como grupo é excelente, somos algo novo e único e as pessoas gostam de algo que é diferente do comum.

Clone TV: E em relação aos outros grupos? Há uma comunidade e camaradagem entre os grupos, operam como ilhas isoladas ou depende de grupo para grupo?

Jacquie: Depende muito de cada grupo: alguns dão-se sem dúvida melhor com alguns grupos de que com outros, mas há uma tendência no Reino Unido que está a acontecer de momento em que há mais eventos a chamar mais e mais grupos, pelo que mais grupos individuais começam a misturar-se nestes eventos o que gera uma excelente atmosfera. O UKFTS apenas quer dar-se com todos os outros grupos individuais, mas respeitamos as regras de cada um. Agora que somos independentes, um clube próprio, podemos participar em eventos quando se fossemos parte de outros grupos não poderíamos ir. É a antiga discussão do que é e não é “Canon”, debate no qual não nos queremos envolver.

Clone TV: O Femtrooper Squad está presentemente envolvido com um projecto solidário: o “Jo’s Trust”. Porquê esta causa em particular e porque é que acham que, enquanto um grupo de “costuming” é importante envolverem-se em projectos de solidariedade?

O grupo a fazer o que mais gosta: participar em eventos!
Jacquie: Escolhemos o “Jo’s Trust” porque sensibiliza para a questão do Cancro do Cérvix. O cancro do Cérvix quase tirou a minha vida em 2010 e continua a tirara vida de muitas mulheres todos os anos. Não penso que seja importante estar-se associado a uma causa solidária apenas porque se é um “costuming club” e alguns grupos fazem-no apenas pelo divertimento. Contudo, como alguém que faz costuming temos alguma visibilidade e usamos essa plataforma para sensibilizar para os perigos do Cancro do Cérvix. Sim, tentamos angariar algum dinheiro tendo umas latas para colecta, mas se 8 em cada 10 mulheres que passem por nós virem o nosso banner e virem o logo do “Jo’s Trust” e forem fazer os exames, então fizemos aquilo a que nos propomos: sensibilizámos e isso é a coisa mais importante, não é?

Clone TV: Uma vez mais, gostaríamos de vos agradecer pelo vosso tempo. Há alguma mensagem final que gostassem de deixar aos nossos leitores lá em casa?

Jacquie: Foi muito bom, gostei bastante desta nossa conversa. Uma mensagem final … hmmm … sim, sejam felizes naquilo que fazem. Que a força esteja convosco e vejo-vos a todos na Celebration Europa II!

Links de Interesse:

---
FOR THE ENGLISH VERSION OF THIS INTERVIEW, PLEASE FOLLOW THIS
LINK